Proteção cibernética: a nova ferramenta de engajamento do mercado de seguros

Por César Medeiros, Country Manager da Affinion Brasil

Ao longo de 2018, tivemos no Brasil um cenário econômico e político incerto, especialmente em virtude da imprevisibilidade que permeou o período que antecedeu as eleições presidenciais.

Em um dos campos que mais se desenvolve no nosso país e em todo o mundo, o da tecnologia, vimos os dados dos indivíduos se consolidarem como o novo petróleo, e nações e blocos políticos e econômicos agirem no sentido de proteger este bem, considerado hoje o mais precioso pela comunidade global.

Em meio ao crescimento da importância atribuída aos dados dos cidadãos, assim como do vazamento e uso inadequado dessas informações, normas foram aprovadas a fim de incentivar a fiscalização das corporações e punir as companhias que agirem de forma irresponsável e criminosa. Na União Europeia, vimos a implantação da General Data Protection Regulation (GDPR), e no Brasil, testemunhamos a Lei Brasileira de Proteção e Tratamento de Dados Pessoais ser sancionada pelo presidente Michel Temer.

Tendo em vista essa conjuntura, podemos afirmar, que 2018 foi também um ano em que as empresas passaram a reconhecer o potencial das soluções voltadas para monitoramento e proteção digital como estratégico para a obtenção de novos clientes e, sobretudo, engajamento de antigos usuários. Uma pesquisa feita pela Affinion com executivos do segmento de seguros apontou que a maioria dos empresários atribui à indústria a tarefa de ajudar os clientes a resolver problemas relacionados a crimes digitais e que 90% dos gestores concordam que prover educação digital é uma responsabilidade das empresas. Outras pesquisas do mercado mostram que os clientes esperam, de fato, que as seguradoras lhes surpreendam e ofereçam um pacote com produtos de assistência que gerem valor agregado e engajamento. Não há maneira melhor de gerar fidelização se não com a garantia de proteção ao maior patrimônio dos usuários.

Como as seguradoras vão se valer dessa nova estratégia e como as empresas vão se comportar diante do estabelecimento da lei de proteção de dados brasileira, em fevereiro de 2020, ainda são uma incógnita. O que sabemos é que 2019 será, certamente, um ano decisivo para que as seguradoras consolidem novas maneiras de estreitar o relacionamento com seus clientes, e para que as grandes corporações se adaptem a novas formas de lidar com as informações pessoais de seus consumidores.

Artigo extraído do Portal Segs