O primeiro passo na luta contra o crime cibernético

Nos últimos 5 anos, notícias relevantes dando conhecimento sobre roubos de dados pessoais tem se tornado cada vez mais comuns,  mas conhecedores do assunto garantem que isto é apenas a ponta do iceberg. Estima-se que 1.5 bilhões de dados roubados estão disponíveis para “hackers” ou criminosos virtuais. Consumidores, são vistos como “o elo mais fraco na cadeia de segurança” seja em função de que não são devidamente educados ou preparados sobre campanhas de “phishing”, ou tenham informado ingenuamente seus dados pessoais para usuários não autorizados, ou ainda baixado algum tipo de “malware”, ou mesmo utilizem as chamadas senhas fracas, explica Carey Wodehouse, que escreve diversos artigos sobre o tema.

Neste contexto, entender profundamente as angústias dos consumidores bem como suas atitudes sobre a fraude cibernética, é o primeiro passo para criar soluções eficientes que minimizem estes problemas. Além disso, existe um outro incentivo para estas empresas que desejam dar um passo a frente sobre o assunto, de acordo com o último estudo da Affinion, “O consumidor conectado”, consumidores que tem a sua disposição produtos ou soluções que os ajudem a aliviar ou reduzir as preocupações sobre riscos cibernéticos, tem uma enorme tendência a se engajarem com a empresa, sendo mais fiéis e suas relações mais duradouras.

O espectro do roubo de identidade

O correto equilíbrio entre segurança e conveniência é o desafio

Manter seus dados seguros é uma grande preocupação para os consumidores europeus, de acordo com o relatório da Symantec’s 2015 “The State of Privacy”, com 57% relatando “estar preocupados pois seus dados pessoais não estão seguros” e 59% relatando “que já enfrentaram algum tipo de problema de proteção com seus dados pessoais”.

Ao mesmo tempo, “49% dos consumidores demonstram pelo menos um comportamento de risco que os classfica como alta propensão em ter alguma fraude financeira,” de acordo com o relatório da Aite *“Global consumers: losing confidence in the battle against fraud”. Estes comportamentos incluem “deixar seus smartphones desbloqueados, descartar documentos com número de contas bancárias no seu lixo, e usar online banking ou realizar compras sem um software de segurança em um computador público.

A inconsistência é consequência, em parte do desafio que os consumidores tem em equilibrar o uso das ferramentas digitais para facilitar seu dia-a-dia e a necessidade de evitar sua exposição a ameaças cibernéticas. A obrigação de assegurar diversos dispositivos conectados, como celular e demais “IOT – Internet das Coisas”, pode confundir a cabeça de qualquer um, e normalmente faz qualquer consumidor se perder nesta tarefa.

O custo do crime cibernético, pode ser bastante significante para as vítimas e também para as empresas, para se ter uma idéia, 63% dos consumidores que sofreram algum tipo de fraude passaram a utilizar menos seus cartões de crédito, de acordo com o estudo da Aite*. Mas as consequências destes roubos de identidade vão além da perda financeira.

Cada vez mais, as pessoas armazenam boa parte das suas vidas em dispositivos digitais, o que é muito suscetível de ser “hackeado”. A perda portanto pode ser altamente emocional e memórias pessoais irrecuperáveis em forma de fotos, vídeos, ou mesmo mensagens. Pode também ser profissional, afetando a reputação, quando contatos importantes são roubados, e usados, por exemplo, para distribuir malware, ou ainda pior, para fins criminais.

Até 2020, o mercado de segurança cibernética global “será avaliado em US$ 170 bilhões”, com maior crescimento previsto para segurança em Cloud (50%) e Móvel (18%). Mas ainda existe uma distância muito grande entre a abordagem corporativa sobre segurança cibernética, muito complexa para a maior parte dos indivíduos, e as necessidades dos consumidores, que necessitam de exemplos concretos e de educação sobre comportamentos de risco, coloca Elliott Holley.

Mantendo sua família segura no ambiente digital

Pais buscando direcionamento de fontes confiáveis

Proteger sua família , certamente, é a principal prioridade dos pais. Os jovens, cada vez mais, acessam conteúdo online e fazer uma imersão em todo esse mundo jovem, preocupa muito os pais, que estão sempre mal equipados para entender como proteger a si próprios e seus filhos, considerando a rapidez como o mundo digital evolui.

Em 2014, o estudo EU Kids Online Report descobriu que números crescentes de crianças na Europa, entre 11 e 16 anos, estava sujeito a exposição de uma grande variedade de conteúdo inapropriado como mensagens de ódio (20%), sites pró-anorexia (13%), “cyber bullying” (12%), e sites de auto-destruição (11%). Além disso, 17% das crianças e jovens entre 9 e 16 anos mencionaram estarem decepcionados com algo que viram online no último ano e mais relevante ainda, o estudo revela que as crianças e jovens não entendem questões de privacidade e segurança.

O estudo também descobriu que 69% pessoas entre 11 e 16 anos usam rede social, e 9 de cada 10 usam Facebook. Isto sugere que as restrições aplicadas por esses sites não sejam efetivas. Além disso, um recente estudo da BBC na Inglaterra, descobriu que 78% das crianças até 13anos estavam usando pelo menos uma mídia social apesar de não terem idade suficiente.

A multiplicação dos dispositivos conectados que podem ser as portas de entrada para crimonosos cibernéticos, complica ainda mais a vida das famílias que querem se proteger e continuar aproveitando os benefícios do ambiente altamente conectado.

Em 2015, 95.5 milhões de novos malwares (14% maior que o ano anterior) foram criados no mundo, 3.96 milhões de URL’s de phishing (55% maior que 2014) foram ativados, e 246 milhões de registros foram comprometidos como resultado de 888 data breaches, de acordo com estudo de ameaças cibernéticas, da Cyren em 2016.

Ultimamente, proteger uma família de uma exposição negativa é um tópico altamente emocional para pais muito ocupados, estressados e ansiosos, e como resultado, buscando direcionamento de fontes seguras e confiáveis sobre como se proteger .

Não é surpresa, que marcas oferecendo ‘soluções de proteção’ as seus Clientes, obtém resultados de engajamento medidos através do Índice de Engajamento da Affinion,13% superiores a média das empresas. O Indice da Affinion mede também o impacto das variáveis racionais e emocionais que estimulam o engajamento e fidelidade. “Um relacionamento forte e duradouro acontece quando a empresa se torna parte relevante do dia-a-dia da vida de seus Clientes destaca o estudo “Consumidor Conectado”.

Protegendo identidades pessoais
O impacto relevante de perder sua reputação numa sociedade altamente conectada

Fazendo uma rápida pesquisa no Google sobre um nome pode ser uma experiência surpreendente considerando que mais e mais vidas aparecem online. Isto é ainda mais verdade para os “Millennials”, que confiam pesadamente na mídia social e outras ferramentas online para se expressarem e se comunicarem.

Neste contexto, roubo de identidade se tornou uma grande preocupação e ao mesmo tempo, muito lucrativo para criminosos cibernéticos, como explica Simon Dukes – Cifas CEO, “Como bancos e instituições financeiras se tornaram mais focados em detectar falsas identidades, pois fraudadores tem focado em roubar e utilizar dados verdadeiros de pessoas reais.

Roubo de identidade é caracterizado quando alguém tem acesso um dado real de um indivíduo para criar uma identidade falsa, com o objetivo de adquirir produtos ou serviços. Na Inglaterra, berço para este tipo de crime cibernético já possui 52% das pessoas de até 30 anos que já foram vítimas de roubo de identidade em 2015, sendo que a grande maioria (85%) das fraudes aconteceram online.

“Obviamente existe uma perda financeira atrelada ao roubo de identidade, com as vítimas sendo obrigadas a gastar bastante tempo para reaver seu dinheiro” diz Darren Innes, Chief Inteligence Officer of C6. No Estados Unidos o roubo de identidade afetou 17,6 milhões de pessoas em 2014, sendo estimado um custo total de 3 bilhões de dólares.

Se considerarmos a questão emocional, o impacto pode ser ainda maior, um estudo conduzido pelo Professor Mark Button pela Universidade de Portsmouth mostra “que um número significante de vítimas de ataques cibernéticas sofrem de questões emocionais e físicas como resultado do crime.”

“Em parte, a causa disso é que a vida das pessoas passou ser muito mais concentrada na Internet, seja enviando emails, compartilhando fotos ou vídeos, pagando contas, ou por fim comprando.” explica Jacqueline Beauchere, Chief online safety officer na Microsoft. “Algumas vezes, entretanto, as experiências prazeirosas que buscamos na internet nos colocam em risco”

Nossa presença online, está atualmente muito perto de estar totalmente alinhada a nossa reputação e as repercussões de um roubo de identidade são difíceis de mensurar e trazem consequências impactantes na nossa habilidade de confiar, de comunicar, nos relacionamentos e até mesmo prever nossas carreiras. “Se trata de um fato muito decepcionante, que consome grande tempo de dedicação”explica Laura Shin, uma vítíma de roubo de identidade.

Atualmente, muitos consumidores estão cientes e preocupados sobre a ameaça de roubos ou fraudes cibernéticas, entretanto, muitos não tem tempo e nem conhecimento para se tornar experts em segurança cibernética. Em função disso, buscam fontes que confiam não apenas para garantir mas também educá-los e guiá-los nesses “mares perigosos.

O estudo “O Consumidor Conectado” mostra claramente que as empresas tem papel fundamental nesta importante tarefa de minimizar essa insegurança aos seus consumidores indo além de simplesmente vender seus serviços. Aquelas que oferecem tranquilidade aos seus Clientes se destacam muito sobre a média de Índice de Engajamento em relação as demais empresas (+7%) enquanto aquelas que oferecem proteção, incluindo segurança cibernética, e apoiam na sua rotina diária no assunto, tem os melhores resultados (+10%).

Enquanto segurança corporativa é uma batalha constante para empresas de todos os tamanhos, elas também necessitam prestar atenção a robustez de sua porta de entrada, neste caso, seu Cliente. As Empresas tem uma grande oportunidade de se conectar com seus Clientes no que diz respeito a segurança cibernética, e aquelas que forem as primeiras a fazer, certamente vão colher grandes frutos.